quarta-feira, 18 de julho de 2018

Sono agitado das crianças

Noite em casa que tem criança é quase sempre um agito. Pais são despertados no meio da madrugada com choros ou cutucões nos ombros e um aviso: "Acordei!" Difícil encontrar uma família que não tenha relatos dessa experiência. No primeiro ano do filho, são as conquistas como andar, falar, correr ou mesmo pular que podem tirar o sono. Para os especialistas, a partir do segundo ano, o principal motivo é o envolvimento infantil com o mundo da fantasia. "Os sonhos ficam mais intensos, podem virar até pesadelos por conta da imaginação", afirma a neuropediatra Márcia Pradella Hallinan. Em geral, nesses despertares, a criança senta assustada na cama, grita ou chora, porque tem dificuldade em diferenciar realidade de fantasia.

Desejo frustrado
Mas nem sempre o que a criança sonha é algo traumático ou amedrontador, segundo a psicóloga e psicanalista Mira Wajntal. "Às vezes, o sonho pode provocar uma sensação desagradável levando ao despertar. É como se o corpo precisasse se defender desse sentimento desconfortável acordando", diz Mira.

O aprendizado de uma nova atividade, como andar de bicicleta ou ler, também pode agitar o sono. Outros motivos são mudanças importantes de rotina. Pode ser o nascimento de um irmão ou mesmo um dia especialmente cheio de atividades para a criança. "Às vezes, essas alterações provocam uma insônia temporária, mas que não é problema. Os despertares noturnos merecem atenção quando se tornam muito freqüentes, prejudicando a atividade diária da criança, e se acompanhados por outros sintomas, como apatia ou falta de apetite", alerta a professora de psicologia Isabel Kahn Marin. Mas o comportamento freqüente ainda pode estar associado a hábitos familiares. "Filhos de pais insones se identificam com os adultos e passam a dormir mal", observa a psicanalista Mira. Nesses casos, a criança tem prejuízos. "Enquanto ela dorme, ocorre uma intensa atividade cerebral, relacionada à retenção de imagens na memória, mecanismo que ajuda no aprendizado. Além disso, o sono ativa a produção do hormônio do crescimento, também responsável pela renovação celular do organismo", diz a neuropediatra Márcia.



O que fazer?

Dormir mal é diferente de despertar de madrugada. Se seu filho faz parte do primeiro time, é importante investigar as causas com o pediatra. No outro caso, basta acolher a criança e acalmá-la. "O único cuidado é acostumar o filho a voltar a dormir sozinho na própria cama", ressalta a psicóloga Isabel Marin. Para pais que ficam pouco tempo com os filhos, é um exercício difícil de ser cumprido. "Assim, os pais correm o risco de tornar-se escravos de uma situação. Além disso, não estão incentivando a independência da criança. Permitir que ela volte a adormecer sozinha, talvez com a ajuda de um brinquedo ou outro objeto, também significa lhe dar autonomia", conclui a neuropediatra Márcia.

Agressividade das crianças



Quando falamos em bebês e crianças pequenas logo vem aquela vontade de estar perto deles, apertá-los, brincar com eles, pois além de serem fofos, trazem uma sensação de conforto e paz muito boa.

Mas, às vezes, nos deparamos com os "pitbebês", aqueles que dá medo até de chegar perto: eles adoram bater, gritar, morder. Como pode uma criança tão pequenina mostrar um comportamento tão agressivo?

É claro que os bebês não são culpados por essas reações, na maioria dos casos eles agem por instinto. Freud, em sua teoria da personalidade, já dizia que, ao nascer, o homem tem apenas a primeira estrutura, o Id, que representa os instintos.

Nos primeiros anos de vida precisamos ser atendidos imediatamente em nossas necessidades, e é exatamente isso que os bebês procuram. Bebês vão em busca de resultados rápidos, são impacientes.

Alguns psicólogos dizem que há evidências suficientes de que a agressão é uma reação predominante, senão inevitável, à frustração. E vale observar que os bebês têm dificuldades em controlar suas emoções nesta fase.

Uma criança extremamente dependente poderá ficar muito frustrada e agressiva por causa de uma breve ausência da mãe, o que pode representar para uma outra criança, mais independente, uma carência suportável. No entanto, a criança mais independente poderá se sentir muito mais frustrada e passar a agredir o amigo pelo fato desse amigo ter assumido a liderança de uma brincadeira no recreio.

Assim sendo, a reação de cada um vai depender muito da personalidade da pessoa, embora a educação que seu filho recebe dentro de casa e até mesmo na escola, possa ser uma das causas desse estranho comportamento.

É muito comum encontrar pais que, por receio de que seus filhos se tornem crianças muito passivas, estimulam e reforçam positivamente os atos agressivos: "Filho, você tem que aprender a se defender. Quando um amiguinho te bater, você deve fazer o mesmo".

Muitos pais, ao verem seus filhos chorar e espernear por não tolerar alguma contrariedade, acabam cedendo a todas as vontades do filho. A cada vez que situações como essas acontecem, a criança aprende que funciona gritar, espernear e chutar para conseguir o que quer, e acaba repetindo esse comportamento.

É importante que os pais tenham uma ação segura e firme, porém carinhosa que ajude a criança a estruturar seu ego e controlar seus acessos de raiva de forma mais rápida. Tente fazer com que seu filho compreenda que cada ação provoca uma reação, que poderá ser de aprovação ou de restrição.

Por isso, às vezes, deixar de fazer algo que a criança goste muito também funciona, pois ela vai perceber que não consegue tudo que quer agressivamente. Além de aprender a ouvir o não, o que é muito difícil entre as crianças. O melhor é ir acostumando a criança desde pequena a respeitar as decisões dos pais. Mas tome cuidado para não exagerar nas proibições!


Rafaela Rosas

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